# Polícia Civil e Semas desarticulam esquema milionário de créditos florestais falsos

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- Published: 2024-06-11T16:56:22-03:00
- Author: Redação

A Polícia Civil do Pará, por meio da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (
DECOR), deflagrou, nesta terça-feira (11), a “Operação Dark Wood”, e desmontou o
esquema milionário de créditos florestais falsos. A ação visou cumprir nove mandados
de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária, realizados, simultaneamente,
no Pará e no Distrito Federal (DF).

Além das equipes da PCPA, também participaram da operação representantes da Assessoria
Especial de Inteligência e Segurança Corporativa (AISC) da Secretaria de Estado 
de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Walter Resende, a investigação
foi iniciada em 2019, após uma associação criminosa simular, por meio de documentos
falsos, leilões de produtos florestais supostamente realizados pelas prefeituras
de Itaituba e Novo Progresso.

“A fraude consistiu no protocolo desses documentos falsificados na Secretaria de
Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), com pedido de inclusão de créditos
florestais nas pastas do Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais(
SISFLORA) para as duas empresas que, hipoteticamente, tinham sido as vencedoras 
dos leilões”, pontuou o gestor.

Com isso, um crédito de mais de 13 mil metros cúbicos de madeira foi concedido de
maneira indevida, o que foi rapidamente questionado pelas outras empresas madeireiras
de dentro e fora do Estado. Segundo as investigações, algumas delas são suspeitas
de simular o transporte e recebimento do material por meio desses créditos, através
da expedição de falsas guias florestais.

Hoje, após ter sido deflagrada a operação “Dark Wood”, sete pessoas envolvidas nos
leilões foram presas, sendo elas os proprietários das madeireiras e um servidor 
da Semas. Seis foram presas no Estado, uma delas em Outeiro, em Belém; duas em Uruará;
duas em Novo Progresso; e uma em Santa Bárbara. Houve também a prisão de uma sétima
pessoa no Distrito Federal.

Estima-se que a movimentação total da ação criminosa tenha sido de, aproximadamente,
R$ 26 milhões.

A operação policial contou com a participação de 40 policiais civis dos Estados 
do Pará e do Distrito Federal, sendo executada diretamente pelas equipes da Divisão
de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) 
De Santarém e Altamira, Superintendência de Altamira e Delegacia de Novo Progresso.

Ainda sobre a ação, o titular da DECOR, delegado Tainan Monteiro, informou que “
uma operação dessa complexidade só foi possível graças aos recentes investimentos
da Polícia Civil em qualificação e equipamentos de alto desempenho”.

Todos as pessoas capturadas já estão à disposição da Justiça.

_**Fonte: Agência Pará**_
