# PF faz busca em empresas de Itaituba, Novo Progresso e Cuiabá, suspeitas de venda ilegal de ouro

- Link: https://oquartopoder.com.br/policia-federal-faz-busca-e-apreensao-em-empresas-de-itaituba-novo-progresso-e-cuiaba-suspeitas-de-venda-ilegal-de-ouro/
- Published: 2023-09-27T14:14:20-03:00
- Author: Redação

A Polícia Federal deflagrou a operação Ouropel nesta quarta-feira (27/9), contra
empresas suspeitas de comercializar ilegalmente quase R$ 10 bilhões em ouro extraído
da Amazônia Legal. Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Itaituba/
PA, Novo Progresso/PA e Cuiabá/MT. As informações foram divulgadas pela Polícia 
Federal, através de sua assessoria regional de comunicação, em Belém. As informações
são do Portal OESTADONET.

Seguno o informe da PF, o objetivo é combater crimes relacionados à comercialização
de ouro da Amazônia Legal, como usurpação de bens públicos, lavagem de dinheiro,
crimes ambientais ligados à garimpagem ilegal e associação criminosa.

De acordo com a nota da instituição, mais de 50 policiais federais cumpriram os 
mandados expedidos pela Justiça Federal, que também determinou o sequestro/bloqueio
de bens de mais de R$ 290 milhões, além da suspensão de atividades ligadas à mineração
de oito pessoas físicas e jurídicas que, juntas, possuem 112 processos minerários
tramitando em seus nomes, todos agora suspensos. A suspensão também atinge uma pessoa
jurídica que adquiriu bilhões de reais em ouro da Amazônia nos últimos anos.

A PF informou que o inquérito policial que deu origem à operação deflagrada hoje
teve início em junho de 2023 e já constatou o “esquentamento” de mais de uma tonelada
de ouro com Permissões de Lavra Garimpeira (PLG) correspondentes a áreas situadas
na bacia do rio Tapajós. As PLGs suspensas se referem a imóveis nas cidades de Itaituba/
PA e Jacareacanga/PA.

Várias pessoas jurídicas, incluindo Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários(
DTVMs) e cooperativas de garimpeiros estão sob investigação por declararem a aquisição
de cerca de 37 toneladas de ouro da Amazônia Legal, à época, no valor aproximado
de quase R$ 10 bilhões (R$ 14 bilhões em valores atuais), de janeiro de 2021 a setembro
de 2023. Estima-se, pela Calculadora de Impactos do Garimpo do Ministério Público
Federal, que os prejuízos socioambientais ultrapassam 27 bilhões de reais.

O garimpo ilegal foi apontado, em laudo da Polícia Federal finalizado neste ano,
como a principal causa da poluição do rio Tapajós, que teve suas águas cristalinas
invadidas por grande quantidade de lama. Em janeiro de 2022 a mudança da cor da 
água ocorreu até em Alter do Chão, localidade conhecida como Caribe Amazônico.

O nome da operação é porque Ouropel, no sentido figurado, quer dizer “brilho falso”,
uma alusão ao ouro extraído ilegalmente na Amazônia, causando degradação ambiental.

_**Fonte: Portal OESTADONET**_
