# Presença de mulheres fortalece mineração no Oeste do Pará e ajuda a derrubar estereótipos no setor

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- Published: 2024-03-06T12:18:07-03:00
- Author: Redação

Adria Katrine, de 23 anos, é moradora da Comunidade Quilombola Boa Vista, localizada
no município de Oriximiná, na região Oeste do Pará. A mais velha dos 3 irmãos se
define como uma mulher alegre e cheia de vida que, além dessas qualidades, possui
visão de futuro e determinação. Ela é jovem aprendiz na área de eletromecânica na
Mineração Rio do Norte (MRN), empresa que fica no distrito de Porto Trombetas, no
mesmo município. Ela não só busca construir uma carreira de sucesso, mas deseja 
inspirar outras mulheres que querem trilhar o mesmo caminho. Sua história é apenas
uma entre muitas que estão mudando a face do setor historicamente dominado por homens.

“A Adria é uma jovem que tem imensos sonhos. Eu sempre digo que sonhar grande dá
o mesmo trabalho que sonhar pequeno, então ouse sonhar grande. Hoje faço parte do
grupo de jovens aprendizes na MRN e pretendo exercer esta função no futuro”, afirma,
destacando também o apoio da mãe para que siga na mineração. “A minha mãe foi quem
me criou e me deu toda a capacidade para ser a pessoa que eu sou hoje. Ela me representa
e eu quero representá-la através da minha vida”, completou.

Mulheres como Adria estão, cada vez mais, ocupando posições de destaque no setor
industrial. Buscando incentivar esta transformação na mineração, a MRN tem desenvolvido
ações afirmativas que fortaleçam a diversidade e a inclusão de mulheres no quadro
de empregados. Por meio do programa “MRN pra Todos”, a empresa investe em iniciativas
inovadoras para o empoderamento feminino e desenvolvimento profissional, promovendo
a igualdade de oportunidades. O programa começou em 2019 e desde o seu surgimento,
voltado a fortalecer o compromisso com a diversidade, equidade e inclusão, houve
um crescimento expressivo na representação feminina na MRN.

**Respeito à diversidade e equidade**

O programa “MRN pra Todos” promove a captação e desenvolvimento de talentos em diversas
áreas da empresa, incentivando a pluralidade de pessoas, pensamentos e ideias, mostrando
que competência não tem gênero, origem étnica, convicções religiosas, orientação
sexual, habilidade ou formações diferenciadas. Garantindo equidade tanto nas políticas
e práticas de gestão de pessoas quanto na estratégia do negócio. “A MRN acredita
que a diversidade de gênero é um pilar fundamental para a construção de um futuro
mais justo e inovador no setor. Uma força de trabalho composta por diferentes perspectivas,
experiências e origens é essencial para impulsionar o desenvolvimento de uma mineração
sustentável e a competitividade do setor”, afirma Magda Damasceno, gerente de Desenvolvimento
de Pessoas da MRN.

Dados de 2023 da Women in Mining Brasil (WIM Brasil), grupo que a MRN é signatária
ao lado de outros players de mineração, apontam um aumento de 4% no quadro de mulheres
na mineração do país. Além disso, o crescimento na contratação de mulheres também
aumentou, da mesma forma que há aumento nos registros de promoções em cargos para
mulheres, tanto em posições de gestão, quanto em posições não gerenciais.

**Compromisso e inspiração**

Outra mulher inspiradora na mineração é a indígena Catryne Tupinambá, de 24 anos,
moradora da comunidade Boa Vista, em Oriximiná. Ela trabalha no Hospital de Porto
Trombetas, atendendo com carinho e atenção quilombolas, ribeirinhos e empregados
diretos e indiretos da MRN. Construiu sua trajetória no movimento indígena e na 
luta contra a violência doméstica, demonstrando sua força e compromisso com a comunidade.
Além do trabalho no hospital, ela também faz parte do Departamento de Mulheres do
Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA), atendendo vítimas de violência doméstica
que vêm de comunidades ribeirinhas e indígenas.

Catryne chegou em Porto Trombetas no ano de 2021 e reforça que faz questão de prestar
o atendimento caracterizado como indígena e conta como é realizar o trabalho com
um público diverso. “Aqui em Porto Trombetas atendemos quilombolas, ribeirinhos 
e brancos. Acordo às cinco e meia da manhã para vir trabalhar e sempre estou com
um sorriso no rosto”, diz a indígena que também cursa Comunicação e sonha em ampliar
as vozes diversas das comunidades tradicionais da região. “Eu não só quero levar
através de fotos e vídeos, um pouco do que a juventude pode trazer para mudar o 
mundo, mas também as lutas ribeirinhas e quilombolas que querem crescer e se desenvolver”,
finaliza.

**Empreendedorismo que gera valor**

A força da mulher na mineração não fica restrita apenas às áreas de operações da
MRN. A presença da empresa em Porto Trombetas também possibilita a abertura de postos
de trabalhos indiretos, como o da empreendedora Glenda Araújo, de 40 anos. Natural
do município de Santarém (PA), ela chegou em Porto Trombetas, em 2019. Atuou como
pedagoga em uma escola de Educação Infantil do distrito e por conta da pandemia 
de Covid-19 teve que mudar os planos, se encontrando no empreendedorismo, o que 
fez com que fincasse raízes na região.

Há dois anos, Glenda atua com venda de semijóias e folheados, demonstrando foco,
determinação e resiliência em um mercado desafiador. “Eu costumo dizer que eu não
vendo só acessório, vendo transformação, brilho nos olhos e autoestima. É o que 
eu procuro entregar para as pessoas e que se sintam acolhidas com algo que possam
agregar na vida delas. Empreender não é fácil, mas se tiver força de vontade, disciplina
e, principalmente, comprometimento a gente consegue fazer acontecer”, destaca.

_**Fonte: MRN**_
