# Projeto do Ibama em conjunto com a Expertise France oferece curso de Manejo Florestal Sustentável a órgãos ambientais em Santarém

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- Published: 2023-04-17T12:12:02-03:00
- Author: Redação

Projeto do Ibama em conjunto com a agência francesa Expertise France, aprovado pelo
fundo europeu Euroclima, promoverá cursos de Manejo Florestal Sustentável (MFS) 
a servidores de 11 órgãos ambientais da Amazônia em 2023. A capacitação será realizada
pelo Instituto de Biodiversidade e Florestas (IBEF) da Universidade Federal do Oeste
do Pará (Ufopa), que desde 2009 realiza várias atividades de ensino, pesquisa, extensão
e capacitação em manejo florestal na área da Floresta Nacional (Flona) do Tapajós,
no Pará.

No âmbito do projeto “Fortalecimento da governança dos órgãos ambientais da Amazônia
em Manejo Florestal Sustentável”, o Instituto coordena comitê gestor do qual participam
nove órgãos ambientais estaduais da Amazônia, além do Instituto Chico Mendes de 
Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para discutir diretrizes e promover a participação
de todos os órgãos na concepção de suas etapas.

![](https://i0.wp.com/oquartopoder.com.br/wp-content/uploads/2023/04/ibama-curso-
manejo.jpeg?resize=735%2C488&ssl=1)

As aulas teóricas ocorrerão em Santarém, no oeste do Pará, e as atividades de campo
serão desenvolvidas na Flona do Tapajós, em áreas submetidas a Manejo Florestal 
Sustentável (MFS) comunitário. Serão abordados os tópicos Dendrologia (identificação
de árvores em campo por características morfo-botânicas e etnobotânicas); Análise
de Inventário Florestal (documento que contém o levantamento de todas as árvores
da área submetida a MFS); Operações Florestais (operações realizadas em campo para
minimizar o impacto ambiental da extração de árvores); Identificação Anatômica de
Madeira (identificação da madeira por características macroscópicas); e Sensoriamento
Remoto aplicado a MFS (técnicas e ferramentas para monitoramento das áreas submetidas
a MFS).

O objetivo do projeto é capacitar plenamente o corpo técnico dos órgãos ambientais
para análises criteriosas dos planos de manejo e monitoramento das áreas, a fim 
de garantir que as técnicas de manejo florestal sejam aplicadas adequadamente para
a minimização de impactos na floresta. Outra finalidade é a padronização do conhecimento
entre órgãos ambientais que possuam competência autorizativa, para que não haja 
divergências na regulação de MFS em diferentes Unidades da Federação. O projeto 
já promoveu um curso sobre MFS e Mudança do Clima, reforçando o papel da atividade
como ferramenta importante nas políticas públicas de mitigação dos danos climáticos.

“A atividade de MFS no Brasil é considerada uma das principais alternativas de conservação
da Floresta Amazônica. A capacidade de geração de renda aliada ao aproveitamento
de recursos naturais de forma sustentável possibilita gerar benefícios sociais mantendo
a floresta em pé.”, explica Gustavo Bediaga, analista ambiental do Ibama que coordena
o projeto.

Para executar o Manejo Florestal Sustentável na Amazônia é necessária autorização
dos órgãos competentes. O tipo de empreendimento e a localização definem qual dos
11 órgãos ambientais que detém essa competência deverá ser consultado para emissão
de autorização (nove estaduais, o ICMBio e o Ibama).

O Manejo Florestal Sustentável é uma atividade complexa que demanda conhecimento
de diversas áreas da ciência florestal, como identificação de espécies, estatística
florestal, práticas silviculturais, dendrometria, engenharia de estradas e ecologia
florestal, entre outras.

As capacitações serão realizadas pelos professores Lia Melo, Ulisses Silva, Luciana
Sousa e Renato Bezerra do Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef) da Universidade
Federal do Oeste do Pará (Ufopa); com a colaboração do pesquisador Ademir Ruschel,
da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Amazônia Oriental), do professor
Rodrigo Pereira, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (
IFPA), da professora Gracialda Ferreira, da Universidade Federal Rural da Amazônia(
UFRA), dos doutorandos Karla Almada, Afonso Oliveira e Gabriel Máximo, dos cursos
de pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal 
do Oeste do Pará (Ufopa) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 
respectivamente; e de Carlos Braga Ferreira, Engenheiro florestal da Cooperativa
Mista da Flona Tapajós (Coomflona).

Fonte: Ibama
