# Proteção às Florestas: MRN atua na recuperação florestal em áreas da Flona Saracá-Taquera

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- Published: 2022-07-15T11:24:58-03:00
- Author: Redação

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Pesquisador João Batista da Silva

O Brasil abriga uma das mais importantes florestas do mundo: a floresta amazônica,
com a maior biodiversidade do planeta. Este domingo (17/07) é marcado pela comemoração
do Dia de Proteção às Florestas, uma data escolhida para estimular reflexão, sensibilização
e promoção de ações efetivas à preservação das espécies florestais. Consciente da
importância de conservar o bioma amazônico, a Mineração Rio do Norte (MRN) busca
desenvolver práticas sustentáveis para a mitigação de possíveis impactos. O empreendimento
de bauxita da empresa está inserido na Floresta Nacional Saracá-Taquera, ocupando
apenas 4,24 % da área total da referida unidade de conservação.

A mineradora conta com diversos programas e iniciativas na região da Flona para 
auxiliar na conservação da floresta, com um robusto plano de ações de produção e
plantio de mudas; monitoramento da flora e solo; acompanhamento de espécies arbóreas
e arbustivas, entre outras ações que auxiliam na restauração florestal. Uma dessas
iniciativas é o desenvolvimento do Programa de Resgate, Salvamento, Multiplicação
e Reintrodução da Flora (PRSF), que tem o objetivo de realizar o resgate e reprodução
de espécies da flora, para posterior reintrodução em áreas em processo de recuperação
após o término das atividades de lavra.

Em 2021, foram resgatados 14.362 espécimes, distribuídas em 103 espécies, de 44 
gêneros e 07 famílias botânicas. Esse quantitativo é composto em sua maioria por
espécimes epífitas (76,72%), seguidos de hemiepífitas (15,07%) e terrestres (8,20%).“
O Epifitário da MRN é um espaço de conservação dessas espécies e começou, de forma
voluntária, em 2001. Após o resgate, é feita triagem e o beneficiamento das plantas.
Em seguida, se estiverem aptas, são reintroduzidas na área de floresta. Colocamos
até dez indivíduos de uma mesma espécie em cada árvore e, após isso, fazemos o monitoramento
delas”, explica Talita Godinho, analista ambiental da MRN.

Ela acrescenta que epifitismo é uma relação de inquilinismo entre duas plantas, 
na qual uma planta vive sobre a outra, utilizando-se apenas de apoio e suporte e
sem retirar delas nutrientes, numa relação harmônica, podendo ou não estabelecer
contato com o solo.

Para cada coleta são realizados o registro e a identificação das amostras por meio
das fichas de campo, contemplando as seguintes informações: nome do coletor; número
da coleta; nome científico; data e local da coleta. Há resgate de propágulos vegetais–
parte de um organismo que possa dar origem a novos indivíduos da mesma espécie –
bem como espécies raras, ameaçadas de extinção e/ou protegidas, entre outras. A 
coleta das espécies terrestres é executada com a retirada da planta do solo, ainda
com o “torrão” (parte da terra aderente às raízes). Essa medida evita danos ao sistema
radicular das plantas, que é responsável pela fixação dos vegetais e pela absorção
de água e nutrientes, facilitando o transporte e aumentando as chances de sucesso
durante o replantio.

Integrante da equipe do Programa, João Batista, consultor técnico da MRN, atua há
mais de 40 anos no cuidado de plantas em áreas remotas e na floresta, com dedicação
exclusiva ao estudo da botânica de epífitas e hemiepífitas. Desde 2008, o profissional
conduz o programa de resgate e reintrodução destes exemplares na Flona. “Eu atuo
no salvamento de epífitas, entre elas orquídeas, bromélias e aráceas, que são resgatadas
durante a supressão vegetal e depois levadas para o Epifitário”, explica. Ele contribui,
juntamente a outros pesquisadores e técnicos da empresa, na identificação e catalogação
dos exemplares resgatados, que são monitorados e fazem parte do acervo da empresa.“
Temos mais de 150 espécies de orquídeas, 75 espécies de bromélias, 25 espécies de
aráceas no Epifitário. É onde garantimos a sobrevivência das espécies”, afirma.

Desde 2016, a MRN faz a preservação de materiais botânicos para compor a sua coleção
científica. Ao todo, já foram armazenados 892 exemplares vegetais. Nos últimos anos,
foram identificadas 14 novas espécies dentro do Projeto MRN, entre elas Catasetum
taquerense e Catasetum sacará-taquerense, pertencentes à família das orquídeas, 
que receberam esses nomes em homenagem à unidade de conservação. Esta atividade 
de resgate também tem interface com o Programa de Recuperação de Áreas Degradadas,
pois fornece espécimes para enriquecimento ambiental de áreas em restauração florestal.

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Espécie Catasetum saracataquerense

**_Fonte: MRN_**
