# Santarém prepara Distrito Industrial com 146 lotes e potencial de gerar até 10 mil empregos no oeste do Pará

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- Published: 2026-10-17T10:46:34-03:00
- Author: Redação

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> Projeto integra plano estadual de expansão industrial, que prevê quatro novas
> áreas para empresas e perspectiva de mais de 170 mil postos de trabalho diretos
> e indiretos até 2029
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Santarém, no oeste do Pará, está entre as prioridades do plano de expansão industrial
do Governo do Estado, que prepara quatro novas áreas para atrair empresas, ampliar
a produção e gerar empregos. No município, o futuro Distrito Industrial terá 174,84
hectares, distribuídos em 146 lotes, e potencial estimado de gerar até 10 mil empregos
diretos e indiretos. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec),
144 empresas já estão cadastradas e manifestaram interesse em se instalar no empreendimento.

O projeto de Santarém faz parte de uma estratégia estadual que contempla também 
o Condomínio Industrial de Castanhal, o Distrito Industrial de Breves e a Zona de
Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena. No planejamento para o período de
2026 a 2029, a Codec projeta mais de 170 mil empregos diretos e indiretos com a 
implantação e a ocupação das quatro novas áreas, que juntas terão capacidade para
aproximadamente 570 unidades industriais.

A expansão busca ampliar a presença da indústria em diferentes regiões paraenses,
estimular o beneficiamento de matérias-primas dentro do próprio estado e fortalecer
cadeias produtivas que movimentam setores como logística, alimentos, transformação
mineral, construção e serviços.

**Santarém avança na preparação do Distrito Industrial**
No oeste paraense, o futuro
Distrito Industrial de Santarém ocupará uma área de 174,84 hectares e contará com
146 lotes destinados à instalação de empresas. A proposta é atrair empreendimentos
capazes de ampliar a atividade industrial regional, agregar valor à produção local
e criar oportunidades de trabalho.

De acordo com a Codec, a regularização fundiária foi concluída em três dos quatro
imóveis que compõem a área prevista para o empreendimento. Com o avanço dessa etapa,
o projeto poderá seguir para a elaboração do projeto executivo de implantação e 
para os estudos ambientais necessários à continuidade do processo.

A expectativa é que a instalação de novas empresas estimule atividades de beneficiamento
da produção regional, armazenamento, transporte e distribuição. A chegada de indústrias
também pode ampliar a demanda por serviços técnicos, manutenção, alimentação, embalagens
e outros fornecedores locais, criando oportunidades para negócios de diferentes 
portes.

O interesse manifestado pelas 144 empresas representa uma etapa importante para 
o planejamento da ocupação, embora a instalação efetiva dos empreendimentos dependa
do avanço das etapas técnicas, ambientais e administrativas.

**Quatro projetos ampliam a expansão industrial do Pará**
Além de Santarém, o plano
estadual inclui outros três empreendimentos em diferentes regiões. Cada projeto 
tem características próprias, de acordo com a localização, a infraestrutura prevista
e o perfil das atividades econômicas que poderão ser instaladas.

Em Castanhal, o Condomínio Industrial ocupará aproximadamente 143 hectares e terá
254 lotes previstos em duas etapas. A primeira contará com 119 lotes. A área está
localizada às margens da PA-136, no eixo Castanhal–Inhangapi, a cerca de cinco quilômetros
da BR-316.

O projeto prevê pavimentação, drenagem, redes de água e esgoto, energia elétrica,
iluminação pública e vias preparadas para o tráfego de veículos pesados. Também 
estão previstos espaços administrativos, institucionais e de apoio.

Segundo a Codec, os projetos de engenharia e o memorial de incorporação já foram
elaborados, e o empreendimento possui licenças ambientais prévia e de instalação.
A companhia prepara os procedimentos para iniciar a implantação física e a comercialização
dos lotes da primeira etapa. O levantamento registra interesse de 112 empresas.

No município de Breves, no arquipélago do Marajó, o projeto prevê uma área de 196,99
hectares e 93 lotes. Os serviços necessários ao licenciamento ambiental foram contratados,
com início previsto para outubro de 2026.

O empreendimento deverá considerar o zoneamento econômico e a compatibilidade entre
as atividades industriais. O planejamento também leva em conta os incentivos fiscais
previstos para indústrias instaladas no arquipélago, conforme a legislação estadual.

Já em Barcarena, a proposta é implantar uma Zona de Processamento de Exportação 
com 175,81 hectares e 82 lotes. A área está em preparação para a fase de licenciamento
ambiental e fica próxima ao Complexo Portuário de Vila do Conde, com acesso terrestre
pela Alça Viária e pelas rodovias PA-151 e PA-483.

A Bravo Mineração é a empresa âncora do projeto. Outras três empresas também manifestaram
interesse: uma do setor de alimentos e duas ligadas ao segmento de combustível de
aviação.

As Zonas de Processamento de Exportação são áreas destinadas à instalação de empresas
predominantemente exportadoras, com tratamento tributário, administrativo e cambial
específico, conforme as regras do regime. A localização de Barcarena pode favorecer
o transporte de insumos e o escoamento de produtos para o mercado internacional.

**Distritos existentes já reúnem 220 empresas**
A expansão está apoiada em uma estrutura
industrial que já movimenta a economia paraense. Segundo levantamento da Diretoria
Técnica da Codec, os distritos de Ananindeua, Barcarena, Icoaraci, em Belém, e Marabá
reúnem 220 empresas ativas e contabilizam 65.550 empregos diretos e indiretos.

As quatro áreas administradas pela companhia somam 6.597,83 hectares, dos quais 
1.713,07 hectares aparecem como disponíveis no levantamento técnico.

Barcarena concentra a maior extensão territorial, com 3.050 hectares, dos quais 
1.115,93 hectares estão disponíveis. O distrito reúne 72 empresas ativas e contabiliza
7.320 empregos diretos e 17.280 indiretos.

Em Marabá, os Distritos Industriais I e II totalizam 2.886,23 hectares, com 592,97
hectares disponíveis. As 33 empresas ativas registram 1.980 empregos diretos e 7.920
indiretos.

Ananindeua possui 457,49 hectares e 75 empresas ativas, com 4,17 hectares disponíveis.
O levantamento contabiliza 4.500 empregos diretos e 15.750 indiretos. Em Icoaraci,
o distrito ocupa 204,11 hectares e abriga 40 empresas, responsáveis por 2.400 empregos
diretos e 8.400 indiretos.

Entre as atividades presentes nessas áreas estão indústria de alimentos, logística,
transformação mineral, construção naval, produção de materiais de construção, reciclagem,
siderurgia e metalurgia. A Codec também prevê ações de manutenção e revitalização,
com melhorias em vias, calçadas, sinalização e urbanização.

**Áreas subsidiadas buscam atrair empresas**
A política de expansão industrial inclui
a oferta de terrenos com preços subsidiados, que variam conforme o município e o
distrito. A proposta é reduzir os custos de aquisição da área e facilitar a instalação
de empreendimentos no Pará.

Nos condomínios industriais, as empresas constroem suas próprias unidades nos lotes
adquiridos e utilizam a infraestrutura compartilhada. Em Castanhal, por exemplo,
caberá à Codec implantar as estruturas de uso comum, enquanto os empresários serão
responsáveis pela construção e instalação de suas unidades.

Para o presidente da Codec, Lutfala Bitar, o planejamento das áreas industriais 
deve oferecer condições para que os investidores conheçam as possibilidades de instalação
e organizem suas operações.

“Quem investe precisa saber onde pode se instalar e quais condições terá para produzir.
A Codec planeja as áreas, orienta as empresas e trabalha com os municípios para 
viabilizar os empreendimentos. O resultado que buscamos é emprego para a população
e oportunidades para os negócios paraenses”, afirmou.

Além da geração de empregos nas próprias fábricas, a instalação de indústrias pode
ampliar a contratação de transportadoras, fornecedores de equipamentos, prestadores
de serviços e empresas de manutenção. Esse movimento pode distribuir parte dos benefícios
econômicos dos investimentos para outros setores e municípios.

**Verticalização da produção é uma das metas**
Outro objetivo da expansão industrial
é aumentar a transformação de matérias-primas dentro do Pará, permitindo que uma
parcela maior do valor gerado pela produção permaneça no estado.

No setor de alimentos, por exemplo, a instalação de unidades de processamento pode
criar demanda por produtos regionais, embalagens, armazenamento e transporte. Em
outras cadeias produtivas, o aproveitamento de subprodutos também pode abrir oportunidades
para reduzir desperdícios e estimular práticas de economia circular, desde que haja
viabilidade técnica e ambiental.

A estratégia combina atração de empresas, organização territorial e incentivo a 
atividades produtivas capazes de fortalecer a economia regional. Em Santarém, o 
avanço do projeto poderá ampliar as opções de instalação para empreendedores interessados
em atender ao mercado local e a outras regiões.

Empresários interessados em conhecer os projetos e as condições de instalação podem
acessar o site oficial da Codec, em codec.pa.gov.br, para manifestar interesse e
agendar uma visita às áreas industriais.

Com 146 lotes planejados e potencial estimado de até 10 mil empregos diretos e indiretos,
o Distrito Industrial de Santarém é uma das principais apostas da expansão industrial
no oeste paraense. A concretização desse potencial, porém, dependerá da conclusão
das etapas técnicas, fundiárias e ambientais, além da implantação da infraestrutura
e da efetiva instalação das empresas interessadas.
