# Semas alerta para urgência da proteção da vegetação secundária na Amazônia

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- Published: 2023-12-21T20:39:54-03:00
- Author: Redação

A Secretaria Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em conjunto com
a Aliança pela Restauração da Amazônia, apresentou a política de restauração da 
floresta amazônica na 5ª edição do Fórum Paraense de Mudanças e Adaptação Climática(
FPMAC), nesta quinta-feira (21). O objetivo foi promover entre os participantes 
da reunião um debate sobre a urgência e a importância da proteção da vegetação secundária.
Eles também conheceram as estratégias adotadas pelo Estado para fortalecer sua política
de preservação da floresta.

Representando a Aliança pela Restauração na Amazônia, Amanda Paiva explicou que 
o propósito das apresentações foi contribuir para o entendimento do papel da vegetação
secundária (historicamente degradada) dentro dessa estratégia de proteção maior 
dos ecossistemas nativos da Amazônia.

As ações adotadas para mitigação das mudanças climáticas, como o Programa de Pagamento
por Serviços Ambientais, são formas de garantir que as populações contribuam ainda
mais para a manutenção da floresta em pé.

“A gente também agradece à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade
que, além de ser membro institucional da Aliança, vai compor a nossa coordenação
estratégica no próximo biênio. A Semas deu uma abertura fantástica de participação
dos membros da Aliança na construção do PRVN. A gente pôde colaborar com dados, 
com revisão de documentos, com sugestão de metodologias, sugestões de melhorias 
para que, de fato, a gente tivesse uma política baseada nas demandas dos territórios”,
disse Amanda Paiva.

Pioneirismo – Apresentado pelo Governo do Pará no início de dezembro, durante a 
COP 28 (conferência mundial do clima), em Dubai, e hoje em plenária do FPMAC, o 
Plano de Recuperação da Vegetação Nativa do Estado do Pará (PRVN) é pioneiro no 
Brasil e uma das principais ferramentas para atingir as metas climáticas do Estado.
Instrumento de implementação do Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa,
o projeto apresenta propostas para o alcance, até 2030, da meta de restauração de
5,6 milhões de hectares, o equivalente a dez vezes a área do Distrito Federal.

Julianne Moutinho, coordenadora da Diretoria de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais
da Semas, expôs que a principal característica desse programa é a construção participativa,
ao ouvir diversos setores da sociedade, bem como dos segmentos que atuam diretamente
na restauração e preservação da floresta em pé.

“O processo participativo na elaboração do projeto nos permite que as demandas trazidas
pelas organizações sejam incorporadas ao plano de restauração. Se não houvesse a
participação de todos os atores, talvez não pudéssemos enxergar as necessidades 
das comunidades. Queremos integralizar a política de restauração com os mecanismos
financeiros, com a política de regularização ambiental e com ações inovadoras, que
ainda não foram colocadas em prática”, frisou a coordenadora.

O projeto também apresenta mais de 225 atividades a serem desenvolvidas nos próximos
10 anos, que têm entre seus objetivos o estímulo à criação de empregos verdes, o
incentivo à pesquisa, o desenvolvimento e inovação, além da garantia da segurança
alimentar para a população. (Ag. Pará)
