# Sicredi planeja abertura de 19 agências no Pará em 2023

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- Published: 2023-08-23T16:18:06-03:00
- Author: Redação

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Os benefícios gerados pelo cooperativismo de crédito são os principais estimulantes
para o plano de expansão constante do Sicredi. Incremento no Produto Interno Bruto(
PIB) per capita dos municípios, criação de mais vagas formais de trabalho e incentivo
ao empreendedorismo são alguns dos efeitos positivos apontados por pesquisas que
comprovam o poder desse modelo de negócio na transformação de realidades.

Por esses e outros motivos, o Sicredi projeta ano a ano, há mais de um século, a
atuação de suas cooperativas. No Pará, a instituição financeira cooperativa possui
atualmente 83 agências, sendo que quatro delas foram inauguradas até julho. A previsão
é abrir mais 15 agências nos próximos meses e encerrar 2023 com 98 pontos de atendimento
físico aos associados.

Para este ano, o planejamento prevê a chegada do Sicredi a mais 15 municípios paraenses,
sendo que quatro deles já teve agência aberta até julho, com um total de 64 localidades
atendidas atualmente. Mais 11 municípios devem receber o Sicredi até o fim do ano,
quando o número de cidades atendidas chegará a 75. No Estado, a instituição financeira
cooperativa possui 234.369 associados.

Além do acesso a produtos e serviços, a presença do Sicredi promove a efetiva inclusão
financeira, e reflete na área social, já que a instituição tem uma forte atuação
junto à comunidade com programas que beneficiam a todos. “Seguimos firmes no propósito
de construir uma sociedade mais próspera. Há 121 anos trabalhamos, junto com os 
nossos associados, pela realização de sonhos e o fortalecimento dos negócios, seja
no ambiente urbano ou rural. Não temos o objetivo de lucro e por isso nossas cooperativas
conseguem aplicar taxas e tarifas mais justas”, afirma o presidente da Central Sicredi
Centro Norte, João Spenthof.

Ele acrescenta que as cooperativas disponibilizam todos os produtos e serviços oferecidos
pelas instituições financeiras tradicionais, com o diferencial de que os associados
são donos do negócio e têm poder de voto. Participam dos resultados obtidos pela
cooperativa, que também desenvolve iniciativas e programas sociais robustos, impactando
positivamente na vida de toda a comunidade.

**Números sistêmicos**

A ampliação na presença do Sicredi no estado do Pará acompanha a expansão projetada
para o país. Presente em todo o Brasil, o Sicredi tem atendimento presencial em 
mais de – mais de 1,8 mil municípios, com mais de 2,5 mil agências, que atendem 
mais de 7 milhões de associados. Em mais de 200 municípios brasileiros é a única
instituição financeira fisicamente presente. No ano passado foram abertas mais de
200 agências em todo o país e este ano a projeção é abrir cerca de 320 novos pontos
de atendimento.

**Impacto positivo**

A presença física de instituições financeiras contribui de maneira efetiva para 
a inclusão financeira das comunidades. É o que aponta o 4º estudo da série “Benefícios
do Cooperativismo de Crédito”, denominado “A Efetividade do Cooperativismo”, realizado
pelo Sicredi com apoio do pesquisador Juliano Assunção, da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que é especialista em Microeconomia Aplicada
e Desenvolvimento Econômico.

De acordo com o estudo, quando avaliado o comportamento dos associados que passam
a contar com agência no município, o uso médio de produtos cresce 25% em dois anos,
comparado a associados ativos em municípios sem atendimento físico. Após cinco anos,
cada associado passa a ser atendido com uma média de sete produtos financeiros.

O interesse do Sicredi pelo desenvolvimento das pessoas e das comunidades é legítimo.
Prova disso são os resultados de outra pesquisa, “Impacto sobre a bancarização”,
publicada em 2020. Ela mostrou que enquanto bancos tradicionais têm em média o limite
mínimo de oito mil habitantes para abrir uma agência, a cooperativa de crédito tem
capacidade de abertura em municípios a partir de 2,3 mil habitantes. A comparação
em termos de renda também chamou a atenção ao apontar que as cooperativas conseguem
operar em cidades com PIB menor, a partir de R$ 79 milhões, diferente dos bancos
públicos em que é necessário um PIB mínimo de R$ 146 milhões, e dos bancos privados,
que avalia PIB acima de R$ 220 milhões.

Outro estudo, desta vez realizado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe), revelou que o cooperativismo incrementa o PIB per capita dos 
municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de
estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo. “Ou seja, 
a presença e atuação do cooperativismo de crédito só vem a somar com as comunidades,
e como a nossa missão é transformar, desenvolver e levar prosperidade, chegamos 
às pequenas, médias e grandes comunidades para fazer a diferença na vida das pessoas”,
frisa o presidente Spenthof.

**Expansão orientada**

Relatório de Economia Bancária de 2022, divulgado pelo Banco Central em junho deste
ano, reforça os diferenciais do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) em
relação ao restante do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O documento confirma que,
por não terem fins lucrativos, as cooperativas conseguem gerar resultados mais positivos
aos associados e à comunidade. Dentre os vários benefícios aos cooperados, o relatório
enfatiza a distribuição dos resultados, o pagamento de juros sobre o capital social,
a cobrança de taxas menores que a média do mercado nas operações de crédito e oferta
de maiores taxas na captação de depósito a prazo, além da cobrança de tarifas mais
baixas na prestação de serviço.

O estudo do BC mostra que a velocidade de crescimento das cooperativas de crédito
no Brasil é superior ao das demais instituições financeiras, efeito da Agenda BC#,
que possibilitou algumas operações antes não realizadas.

“Considerando o cenário atual, temos boas perspectivas para 2024. Com taxa de juros(
Selic) caindo, inflação controlada, taxa de desemprego reduzindo, e o andamento 
de grandes reformas e projetos estruturantes para o desenvolvimento econômico do
País cria-se um ambiente mais positivo, de otimismo. É possível que a credibilidade
do Brasil aumente, a confiança dos investidores, do empresariado e dos cidadãos 
também, o que reflete diretamente na concessão de crédito, nas captações, na intenção
de abrir mais agências e todo esse movimento virtuoso da economia”, analisa o presidente
da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.

_**Fonte: Sicredi**_
