# Wlad volta à cadeia, após justiça derrubar habeas corpus

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- Published: 2024-05-14T13:08:44-03:00
- Author: Redação

O ex-deputado federal Wladimir Costa voltou à prisão no início da tarde desta terça-
feira (14), após a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), que 
derrubou liminar que concedeu liberdade ao ex-parlamentar. Wladimir Costa foi conduzido
ao Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Izabel, no Pará

Wlad, como é conhecido, foi preso em 18 de abril ao chegar no Aeroporto Internacional
de Belém, em um cumprimento a um mandado de prisão preventiva pela Polícia Federal.
Solto no último dia 25 de abril, graças a um habeas corpus concedido pelo desembargador
José Maria Teixeira do Rosário, do TRE-PA, Wlad estava sob monitoramento eletrônico.

Nesta terça-feira (14), no entanto, a Justiça Eleitoral analisou o habeas corpus
e decidiu derrubar a liminar que garantiu à liberdade ao ex-deputado.

Durante a análise, o desembargador José Maria Teixeira do Rosário manteve sua posição
a favor da liberdade de Wlad, no entanto, o juiz Marcus Alan de Melo Gomes divergiu
da tese apresentada para justificativa do habeas corpus.

O magistrado alegou que o ex-deputado possuía um mandado de prisão pendente em juízo
de 1º grau, o que desqualifica o pedido de soltura concedido anteriormente pelo 
desembargador a Wladimir Costa. O voto do juiz Marcus Alan foi seguido pelos demais
membros da Corte eleitoral.

Wladimir Costa foi preso após denúncias da deputada federal Renilce Nicodemos, a
qual alegou à Justiça Eleitoral ter sido vítima de reiteradas ações de violência
política, divulgadas nas redes sociais de Wlad. As acusações incluem violência de
gênero, calúnia, injúria e difamação.

Além da prisão preventiva, a Justiça ordenou a exclusão das postagens que motivaram
o processo judicial das redes sociais. Vale lembrar que, em 2017, o então deputado
federal foi condenado por abuso de poder econômico e gastos ilícitos e, por esta
razão, teve o mandato cassado.

O ex-parlamentar estava cumprindo medidas cautelares expedidas pelo TRE-PA, como
a proibição de manter contato, por qualquer meio, com Renilce Nicodemos, comparecimento
mensal ao juízo da 1ª zona eleitoral, para informar e justificar suas atividades
e monitoramento via tornozeleira eletrônica.
