Diálogo e participação comunitária no Projeto Linha de Transmissão da MRN

A relação entre comunidades e empreendimentos no território se constrói quando a informação circula com clareza. Foi com esse entendimento que lideranças da Associação das Comunidades da Gleba Trombetas e Gleba Sapucua (ACOMTAGS) participaram, no dia 17 de janeiro, de uma reunião na sede da associação para conhecer as atualizações sobre as obras e atividades do Projeto Linha de Transmissão (PLT) da Mineração Rio do Norte (MRN).

O encontro teve foco nos aspectos socioambientais do projeto e abriu espaço para que os comunitários pudessem tirar dúvidas, ouvir explicações técnicas e acompanhar mais de perto como as ações estão sendo conduzidas no território onde vivem. Após a reunião, integrantes da diretoria da ACOMTAGS e comunitários realizaram uma visita técnica à balsa-alojamento ancorada no Canteiro C2, operada pela empresa Tabocas. A visita teve como objetivo conhecer a estrutura, compreender seu funcionamento e avaliar a possibilidade de uso da balsa em etapas futuras da obra.

Morador da comunidade Tapixauá, Altino da Silva Lopes explica que a iniciativa surgiu da necessidade de responder às preocupações que circulam entre os comunitários. “A gente escuta muitas coisas que acabam deixando o pessoal preocupado, por isso viemos conferir de perto. Hoje faço parte da associação para ajudar no que for necessário, e conhecer esse projeto assim, olhando e perguntando, foi muito importante. Esse diálogo é positivo porque depois a gente consegue explicar para quem não participou o que realmente está acontecendo e o que pode ser bom para a comunidade”, afirmou.

Para o diretor administrativo da ACOMTAGS, Emerson Carvalho, a visita foi fundamental para avaliar a responsabilidade da operação no território. “Viemos conhecer essa balsa que a MRN está apresentando para servir de alojamento aos trabalhadores. Para nós, foi importante ver de perto a capacidade técnica, a acomodação e os processos de tratamento de resíduos. O que percebemos é que existe um padrão que atende às exigências legais e ambientais, e isso traz mais segurança para repassar as informações às comunidades”, destacou.

Emerson reforça que a expectativa das lideranças é que o respeito ao território esteja no centro das próximas etapas. “Não basta ter estrutura, é preciso responsabilidade. Quem vem para trabalhar precisa respeitar o nosso território e o nosso povo. O que a gente quer é manter o diálogo, a transparência e a parceria que temos hoje com a MRN. É assim que conseguimos seguir de forma saudável para todo mundo”, concluiu.

Para a Analista de Relações Comunitárias Sênior da MRN, Roselene Breda, a visita técnica reforça a importância do diálogo direto com as comunidades. “Apresentamos, na prática, como funciona a balsaalojamento e os cuidados adotados para atender às exigências ambientais. Esse contato próximo ajuda a esclarecer dúvidas, reduzir preocupações e fortalecer uma relação baseada na transparência e na escuta ao longo do projeto”, afirmou.

Ao manter o diálogo aberto e promover a participação ativa das comunidades em cada etapa do Projeto Linha de Transmissão, a MRN reafirma seu compromisso com uma atuação construída no território e com quem vive nele. A troca transparente, o acompanhamento de perto e o respeito aos saberes locais fortalecem uma relação baseada na confiança e na corresponsabilidade, criando bases fortes para que o desenvolvimento aconteça de forma equilibrada, com benefícios reais para as comunidades e para as futuras gerações.

Fonte: MRN

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