Agentes da Base Integrada Fluvial Candiru apreendem mais de meia tonelada de pescado

Uma operação da Base Integrada Fluvial Candiru resultou na apreensão de 559 quilos de pescado transportados de forma irregular no município de Óbidos, no oeste do Pará. A carga, avaliada em R$ 11.180, foi interceptada durante fiscalização a uma embarcação que navegava pelo rio Amazonas sem a documentação obrigatória que comprovasse a origem legal do produto.

A abordagem ocorreu na embarcação F/B Golfinho do Norte, que fazia o trajeto entre Manaus (AM) e Monte Alegre (PA). Durante a inspeção, as equipes constataram a ausência da Declaração de Estoque e da Guia de Trânsito, documentos exigidos para o transporte regular de pescado. Sem a comprovação da procedência, toda a carga foi apreendida.

Entre os produtos apreendidos estavam 323 quilos de pirarucu, 117 quilos de curimatã, 119 quilos de surubim e três exemplares de dourada. Parte do carregamento inclui espécie em período de defeso no Estado, o que configura crime ambiental conforme a legislação vigente.

A ação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria-Adjunta de Gestão Operacional (Sago) e do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), com atuação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil e do 4º Grupamento de Bombeiros Militar, que compõem a Base Integrada Fluvial Candiru.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, coronel PM Ed-Lin Anselmo, as bases fluviais desempenham papel estratégico no controle das rotas hidroviárias da Amazônia. Segundo ele, a presença permanente do Estado nas vias fluviais fortalece o enfrentamento aos crimes ambientais e assegura o cumprimento da legislação nas regiões ribeirinhas.

O pescado apreendido foi encaminhado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Óbidos e à Polícia Civil, que adotaram os procedimentos legais cabíveis. O responsável pela carga não foi identificado.

A atuação integra as ações contínuas do Governo do Pará para reforçar a fiscalização nas rotas amazônicas, coibir o transporte ilegal de recursos naturais e garantir a preservação ambiental na região.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *