A Justiça Eleitoral cassou o mandato do vereador Edivaldo Borges Gomes (MDB), de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, ao reconhecer a prática de compra de votos e abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024. A decisão atendeu a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral do Ministério Público Eleitoral, que apontou um esquema organizado para influenciar eleitores no dia da votação.
As investigações revelaram o pagamento de dinheiro em espécie a eleitores, além do uso de intermediários para arregimentar votos, estratégia adotada para dificultar a fiscalização. O caso se agravou com a identificação do uso de um equipamento clandestino para gravar o momento do voto em uma seção eleitoral, configurando tentativa de violação do sigilo.
Com base nas provas reunidas, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará determinou a cassação do diploma, a anulação dos votos, aplicação de multa e decretou a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos, a contar do pleito de 2024.

