Operação destrói garimpos ilegais na fronteira do Pará e causa prejuízo milionário ao crime ambiental

Uma grande ofensiva das forças de segurança estaduais e federais desarticulou sete áreas de garimpo ilegal na região de fronteira entre o Pará e o Amapá. A operação “Calha Norte”, realizada entre os dias 11 e 15 de maio, causou prejuízo estimado em mais de R$ 6 milhões aos responsáveis pela exploração criminosa e reforçou o combate aos crimes ambientais na Amazônia.

A operação “Calha Norte” mobilizou uma força-tarefa integrada para combater o avanço do garimpo ilegal na região amazônica entre os municípios de Almeirim e Laranjal do Jari. Coordenada com apoio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, a ação resultou na destruição de estruturas clandestinas utilizadas por organizações criminosas que atuavam na exploração ilegal de recursos minerais.

Durante os cinco dias de operação, equipes das forças estaduais e federais localizaram e desativaram sete áreas de garimpo ilegal instaladas em regiões de difícil acesso na floresta amazônica.

A ofensiva contou com o apoio de 12 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e seis agentes do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), que atuaram com aeronaves no transporte de equipes, monitoramento aéreo e suporte operacional.

Ao longo da ação, foram inutilizadas quatro escavadeiras hidráulicas, dois tratores, três quadriciclos, dezenas de motores, geradores de energia e acampamentos clandestinos montados pelos criminosos no meio da floresta. As equipes também apreenderam cerca de 3.300 litros de diesel utilizados para abastecer a atividade ilegal.

Segundo estimativas das forças de segurança, o prejuízo causado aos responsáveis pelo esquema criminoso ultrapassa R$ 6 milhões.

O secretário de Segurança Pública do Pará, Ed-lin Anselmo, destacou que a operação teve como principal objetivo enfraquecer organizações criminosas envolvidas em crimes ambientais e impedir o avanço da destruição da floresta amazônica.

Segundo ele, a integração entre forças estaduais e federais tem sido fundamental para ampliar a capacidade operacional em regiões remotas da Amazônia.

“O Estado atua de forma integrada com planejamento, inteligência e cooperação para impedir a exploração criminosa dos recursos naturais. Nenhuma ação contra o meio ambiente ficará sem resposta”, afirmou o secretário.

Ed-lin Anselmo ressaltou ainda que operações como a “Calha Norte” são estratégicas para reduzir impactos ambientais causados pela mineração clandestina, como desmatamento, contaminação de rios e degradação dos ecossistemas amazônicos.

A operação faz parte das ações permanentes de repressão aos crimes ambientais desenvolvidas na região Norte, visando proteger a floresta, combater organizações criminosas e garantir maior segurança às populações afetadas pela exploração ilegal de recursos naturais.

Com informações e fotos da Agência Pará

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