Daniel Santos fala em “revolução” na educação em Ananindeua, mas denúncias mostram falhas da sua gestão

Em vídeo publicado no Dia do Estudante, Daniel Santos voltou a apresentar sua passagem pela Prefeitura de Ananindeua como exemplo de sucesso na educação. O ex-prefeito frequentemente afirma que promoveu uma “verdadeira revolução”, reformou a maior parte das escolas, valorizou os profissionais, manteve o melhor IDEB entre as grandes cidades e “ensinou de verdade”.

O discurso, porém, deixa de fora problemas registrados justamente durante sua gestão. Por trás dos resultados destacados por Daniel, a educação de Ananindeua acumulou denúncias sobre a situação das escolas e envolvendo recursos que deveriam beneficiar os estudantes.

O QUE DANIEL NÃO CONTA

Entre os episódios que contradizem a imagem apresentada pelo ex-prefeito estão:

  • Escolas precárias e alunos sem aula: Famílias denunciam a falta contínua de professores, salas sem ventilação adequada, goteiras, infiltrações e grave ausência de manutenção. Em diversas unidades municipais, crianças passam semanas e até meses sem aulas devido à falta de profissionais.
  • Desvios na merenda escolar: Contratos milionários destinados à alimentação dos alunos foram marcados por irregularidades graves. Os dados revelam o superfaturamento na compra de carnes e a contratação de uma empresa cuja atividade principal registrada era a fabricação de móveis para fornecer a alimentação das crianças da rede municipal.
  • Dinheiro da Educação no rastro da casa no Ceará: Empresas contratadas e pagas com recursos da Secretaria Municipal de Educação estão vinculadas às transferências bancárias usadas na aquisição de uma mansão de luxo no Ceará pertencente a Daniel. Documentos divulgados confirmam que esses fornecedores receberam verbas da Educação de Ananindeua e, em seguida, repassaram dinheiro para a incorporadora responsável pelo empreendimento do imóvel.

ENTRE O DISCURSO E OS RESULTADOS

As denúncias envolvendo escolas sucateadas, desvios na merenda e o uso de verbas da Educação em esquemas de corrupção desmascaram a falsa “revolução” defendida por Daniel. Para agravar o cenário, os resultados do IDEB comprovaram a queda de Ananindeua no indicador, sepultando de vez o legado educacional que o ex-prefeito tenta vender para a população.

Diante de uma gestão marcada pelo sucateamento, pelo fracasso nos índices e pelo mau uso do dinheiro público, fica a pergunta: é esse o modelo de gestão que Daniel Santos quer levar para todo o Estado?

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