Estado tem apenas um homem na disputa pelo Executivo estadual. Hana Ghassan busca a reeleição e integra grupo de quatro governadoras que tentam novo mandato no país.
Por: Minelle Louise de Sousa Santos*
O Pará se consolidou como o estado brasileiro com a maior proporção de mulheres na disputa pelo governo em 2026. Das seis candidaturas registradas, cinco são de mulheres e apenas uma é de homem — o médico Dr. Daniel Santos, do Podemos.
O cenário de predominância feminina ganhou força após os partidos Democrata e PSTU substituírem seus candidatos homens por mulheres na reta final das definições partidárias.
A realidade paraense chama atenção em um cenário nacional ainda marcado pela baixa representatividade feminina nos governos estaduais.
Em muitos estados, as mulheres representam apenas uma parcela das candidaturas ou sequer aparecem na disputa pelo comando do Executivo.
Entre as candidatas paraenses está Hana Ghassan, que tenta a reeleição e integra o grupo de quatro governadoras que disputam novamente o cargo em 2026. Além dela, também buscam um novo mandato Mailza Assis, no Acre; Celina Leão, no Distrito Federal; e Raquel Lyra, em Pernambuco.
O contraste entre os estados é expressivo. Enquanto o Pará tem cinco mulheres entre seis candidatos, São Paulo registra quatro mulheres entre sete candidaturas, o Distrito Federal tem três entre dez, o Piauí conta com três entre 11 e o Rio Grande do Sul tem três mulheres entre sete nomes na disputa. Pernambuco aparece com duas mulheres entre oito candidatos.
Em outras unidades da Federação, a presença feminina é ainda menor. Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins têm apenas uma mulher concorrendo ao governo.
Há também estados onde nenhuma mulher aparece na disputa pelo Palácio do Governo. É o caso de Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rondônia.
No Pará, a predominância feminina ganha ainda mais relevância porque a disputa praticamente se transformou em uma eleição entre mulheres. A presença de apenas um candidato homem faz com que o estado tenha uma das maiores proporções de candidaturas femininas para o Executivo estadual no país.
Outro aspecto observado no cenário nacional é que grande parte das mulheres que disputam os governos estaduais está filiada a partidos de menor expressão eleitoral, os chamados partidos nanicos. Ainda assim, algumas candidatas aparecem em disputas competitivas e com estruturas partidárias relevantes.
A corrida para os governos estaduais evidencia, portanto, realidades bastante diferentes entre as regiões. Enquanto alguns estados ainda não apresentam nenhuma mulher como candidata, outros registram uma participação feminina significativa.
No Pará, a proporção é excepcional: cinco mulheres disputam o governo contra apenas um homem, colocando o estado no centro do debate sobre a representatividade feminina nas eleições de 2026.
*Acadêmica de jornalismo

