Homens são as principais vítimas de uma doença silenciosa e assintomática: o câncer renal

Rins são os principais  “filtros” que mantêm as substâncias necessárias ao funcionamento dos órgãos no sangue. Eliminam o excesso de água, sódio e potássio pela urina, sobretudo as toxinas que podem prejudicá-los. Dentre as doenças que afetam esses órgãos, o câncer renal é a terceira neoplasia maligna mais frequente no aparelho geniturinário, mais frequente em homens que em mulheres.

Adalberto Pimentel se recupera da cirurgia em 16 de junho de 2021. Foto: Divulgação/HOL

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima de 7 a 10 casos para cada 100 mil brasileiros. Em Belém, o Hospital Ophir Loyola, referência estadual em oncologia, assiste 100 pacientes em tratamento, dos quais 52 homens e 48 mulheres.

Há um ano, Adalberto Pimentel, 53 anos, começou a sentir dores na lombar. Durante oito meses não procurou atendimento médico por medo, mesmo com o desconforto.  “Meu pai também teve câncer de rim, por isso, eu tinha medo de ir ao hospital e não voltar mais para a minha família”, declarou.

Quando fez o exame de ultrassom, o tumor era tão pequeno que foi confundido com pedras nos rins; ante à suspeita, ele fez ressonância magnética  e a neoplasia maligna foi diagnosticada. Adalberto retirou o tumor em uma cirurgia no dia 16 de junho deste ano.

ASSINTOMÁTICA

Chefe da Urologia do HOL, Ricardo Tuma explica que a doença é assintomática, somente no estágio avançado costumam surgir sintomas, como sangue na urina, dor e massa palpável no abdome. Outros sinais são perda de peso, febre e anemia.  Segundo ele, é de extrema importância procurar um especialista para  diferenciar de outras patologias.

“Hoje, o principal exame para o diagnóstico é o de imagem, tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética. Muitas vezes o indivíduo não está sentindo nada e de uma forma ocasional, em exames de rotina, percebe-se o tumor maligno nos rins”, alerta o médico.

Além disso, o especialista também explica que o tumor nos rins é hereditário. “Quando alguém da família teve o mesmo câncer, como os dos rins, a doença não pode ser prevenida. Mas existem algumas maneiras de reduzir o risco, principalmente ao realizar exames de rotinas, consultas médicas periódicas e a manutenção de uma vida saudável”, esclarece.

O desenvolvimento do câncer renal está relacionado a alcoolismo, tabagismo, diabetes, obesidade e o uso crônico de medicações para o controle de hipertensão. A principal estratégia preventiva é interromper o consumo do tabaco, responsável por grande parte dos casos de câncer. Outras maneiras de prevenção podem incluir a manutenção do peso adequado por meio de uma dieta rica em frutas e vegetais, exercícios físicos regulares e o controle da pressão arterial.

O tipo de tratamento depende do tamanho, da localização e da fase em que o tumor se encontra no momento do diagnóstico e do estado geral do paciente. “Em certas ocasiões, quando o tumor é extenso e ocupa uma grande área do rim, será preciso realizar a retirada total do órgão. No caso de uma lesão pequena, é possível fazer uma cirurgia parcial, assim consegue-se obter a cura”, justificou Tuma.

O câncer de rim também é tratado com medicamentos, que podem ser administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea.

SERVIÇO:

Para  iniciar o tratamento no Hospital Ophir Loyola, que é o Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Pará (Cacon), o paciente deve ser referenciado pela Unidade Básica de Saúde ou pela Secretaria Municipal de Saúde do município de origem.

As informações são da Ag. Pará

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