Iniciativas apoiadas pela MRN alcançam comunidades quilombolas, ribeirinhas e rurais de Oriximiná, Terra Santa e Faro
Mais de 3,7 mil crianças, jovens e adultos de comunidades quilombolas, ribeirinhas e da zona rural do Oeste do Pará já foram alcançados por iniciativas de educação, qualificação profissional, emprego e geração de renda apoiadas pela Mineração Rio do Norte (MRN). As ações são desenvolvidas em Oriximiná, Terra Santa e Faro e acompanham diferentes etapas da formação, desde o acesso à escola e à universidade até a entrada no mercado de trabalho e o fortalecimento de pequenos negócios.
Na área da educação, os programas apoiados pela empresa oferecem alimentação, transporte, materiais escolares, bolsas de estudo, cursos profissionalizantes, elevação de escolaridade e auxílio para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Desde 2020, três iniciativas voltadas à educação já atenderam 1.883 pessoas.
O Programa de Apoio ao Ensino Básico (PAEB), por exemplo, beneficiou 669 estudantes com alimentação, transporte fluvial e terrestre, kits escolares, materiais didáticos e atividades extracurriculares.
Para quem busca chegar ao ensino superior, o Programa de Apoio ao Ensino Superior (PAES) contemplou 318 quilombolas dos territórios Boa Vista e Alto Trombetas I e II. Os participantes recebem suporte financeiro e logístico para ingressar, permanecer e concluir cursos como Engenharia Civil, Pedagogia, História, Geologia, Arqueologia, Gestão Pública e Saúde Coletiva.

Já o Programa Educação pela Amazônia, criado em 2022, ampliou o atendimento para moradores de 62 comunidades de Oriximiná, Terra Santa e Faro. A iniciativa já alcançou 896 pessoas, com investimento acumulado de R$ 4,4 milhões. Desse total, 158 participaram da Educação de Jovens e Adultos (EJA), 348 fizeram cursos profissionalizantes, 310 receberam apoio para obter a CNH e 80 foram formados como bombeiros civis.
Segundo Magda Damasceno, gerente-geral de Recursos Humanos da MRN, a qualificação é uma etapa importante para ampliar as oportunidades de trabalho nas comunidades. “A geração de oportunidades começa muito antes da contratação. Passa pela qualificação das pessoas e pelo fortalecimento da capacidade local de atender às demandas que virão”, afirma.
A aproximação entre formação profissional e emprego também é uma das frentes do Programa Portas Abertas, que já contratou 30 moradores de nove comunidades quilombolas e ribeirinhas. Além da oportunidade de trabalho e da capacitação para o exercício das funções, os participantes recebem bolsas para cursos de graduação ou pós-graduação.
Em parceria com a Universidade da Amazônia (Unama), o programa oferece graduações em Engenharia de Produção, Serviço Social, Administração e Ciências Contábeis, além de especializações em diferentes áreas.
Entre os participantes está Ana Rubia Consentini, moradora da comunidade Cabeceira do Cláudio, em Terra Santa. Contratada como assistente administrativa, ela concilia o trabalho com a formação profissional. “A oportunidade de trabalhar na MRN representa para mim um crescimento profissional, um aprendizado contínuo. Sinto orgulho em fazer parte de uma organização que valoriza as pessoas e investe no desenvolvimento dos seus empregados”, afirma.
Moradora da comunidade Samaúma II, em Oriximiná, Renata Penha Godinho também foi contratada como assistente administrativa pelo programa. Para ela, a experiência representa uma oportunidade de desenvolvimento profissional. “Mais do que conquistar um emprego, encontrei um ambiente que acredita no potencial das pessoas, incentiva o desenvolvimento e valoriza cada colaborador”, relata.
Outra frente das iniciativas é o incentivo ao empreendedorismo feminino. A Rede Empreendedora de Mulheres Amazônidas (REMA) já alcançou 508 mulheres em situação de vulnerabilidade nos três municípios. O programa oferece oficinas, palestras, mentorias e assessorias contábil, jurídica e técnico-social para ajudar as participantes a organizar negócios, utilizar ferramentas digitais, ampliar redes de relacionamento e comercializar produtos e serviços.
Em 2026, o primeiro edital de fomento da REMA destinou R$ 20 mil em insumos, matérias-primas e equipamentos para 20 pequenos negócios. O projeto é realizado pela MRN em parceria com a Associação das Organizações de Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas.
Os resultados das iniciativas fazem parte da quarta edição do Por Dentro da MRN, publicação semestral que reúne informações sobre o desempenho econômico, social e ambiental da empresa.

