Uma fiscalização realizada pelo Ministério Público do Pará revelou uma série de problemas graves na Unidade Básica de Saúde Alto Tapajós, em Jacareacanga, no sudoeste do estado. A vistoria, realizada nesta sexta-feira (13), encontrou estrutura deteriorada, falhas sanitárias e irregularidades que podem comprometer a segurança no atendimento à população. Diante da situação, o órgão informou que poderá acionar a Justiça para obrigar a prefeitura a promover a reestruturação imediata da unidade, com possibilidade de interdição do prédio caso as falhas não sejam corrigidas.
A inspeção foi coordenada pelo promotor de Justiça Wesley Abrantes e percorreu todos os setores da unidade de saúde. Durante a visita, foram ouvidos profissionais que atuam no local e analisadas as condições de funcionamento dos serviços oferecidos à população.

Segundo o Ministério Público, foram identificados diversos problemas que indicam descumprimento de normas sanitárias e estruturais exigidas para o funcionamento de unidades de saúde. Entre as irregularidades constatadas estão mobiliário técnico e administrativo deteriorado, recipientes inadequados para descarte de resíduos hospitalares e ausência de suportes apropriados para materiais perfurantes e cortantes.
A vistoria também encontrou recipientes de resíduos sem tampa ou pedal de acionamento, além de ambientes considerados inadequados para atendimento. O prédio apresenta rachaduras, mofo e pontos com risco de desmoronamento. Em várias áreas foram observadas superfícies sujas ou deterioradas e banheiros fora dos padrões exigidos para unidades de saúde.
Outros problemas identificados incluem divisórias improvisadas de compensado, instalações elétricas expostas, falhas na central de esterilização de materiais e falta de acessibilidade, já que o elevador do prédio está danificado.
De acordo com o promotor Wesley Abrantes, a prefeitura deverá ser acionada para corrigir as irregularidades com urgência. Caso as medidas não sejam adotadas, a unidade poderá ser interditada. Segundo ele, a eventual interdição não deixaria a população sem atendimento, já que os pacientes seriam direcionados para outras unidades de saúde próximas até que a situação seja resolvida.
Após a fiscalização, a Promotoria instaurou um procedimento para acompanhar de perto a situação das unidades básicas de saúde de Jacareacanga e verificar se as condições de atendimento estão dentro dos padrões exigidos para garantir segurança e qualidade no serviço prestado à população.

