MRN produz 12,8 milhões de toneladas de bauxita e investe R$ 51 milhões em ações socioambientais no Oeste do Pará

A Mineração Rio do Norte (MRN) fechou 2025 com 12,8 milhões de toneladas de bauxita produzidas, R$ 51 milhões destinados a projetos socioambientais e R$ 701,2 milhões contratados em materiais e serviços de fornecedores do Oeste do Pará. Os resultados fazem parte do Relatório de Sustentabilidade 2025 da empresa, que também destaca avanços na transição energética, recuperação de áreas de floresta e preparação para a continuidade das operações até 2044.

Segundo a MRN, o ano foi marcado por avanços operacionais e ambientais, com a manutenção de mais de 7,5 mil postos de trabalho. A empresa atua na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, no Pará, e afirma que os resultados econômicos estão associados a ações voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento das comunidades da região.

Um dos principais projetos destacados no relatório é a Linha de Transmissão de 230 kV, que encerrou 2025 com 25% de execução física. O empreendimento terá 98 quilômetros, a partir de Oriximiná, e vai conectar as operações da empresa ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A expectativa é substituir a atual geração térmica a óleo combustível por energia do sistema elétrico, reduzindo em até 90% as emissões relacionadas à geração de energia e em 25% a pegada de carbono total da MRN até 2027.

Na gestão dos rejeitos, a empresa informa que passou a adotar, em 2025, os 77 requisitos do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM), padrão internacional voltado à segurança dessas estruturas. Também houve avanço na disposição de rejeitos a seco. Ao longo do ano, foram removidos e destinados 2,2 milhões de metros cúbicos de material, reaproveitado no preenchimento de cavas já mineradas. Segundo a MRN, a medida evitou a abertura de novas áreas e contribuiu para preservar 118 hectares de floresta nativa. A empresa também registrou índice de 84% de recirculação da água utilizada no beneficiamento da bauxita.

A recuperação ambiental também aparece entre os principais resultados apresentados no relatório. A MRN afirma já ter restaurado mais de 8.052 hectares de floresta nativa na Amazônia. Somente em 2025, foram recuperados 351 hectares, com o plantio de 455.588 mudas de 100 espécies nativas. No mesmo período, o viveiro da empresa produziu 527.745 mudas.

Entre as ações de longo prazo está a recuperação do Lago Batata, acompanhada desde 1989 em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com a empresa, o monitoramento técnico-científico aponta o restabelecimento de parâmetros de qualidade da água.

Na área social, mais de R$ 51 milhões foram destinados a programas voluntários e ao cumprimento de condicionantes ambientais em 2025. A empresa também informou um repasse de R$ 15 milhões à Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Alto Trombetas II (ACRQAT), referente à participação nos resultados da lavra no Platô Monte Branco.

A saúde das comunidades da região também foi contemplada. O Hospital de Porto Trombetas, certificado com ONA Nível 2, realizou mais de 41 mil atendimentos e procedimentos médicos gratuitos para moradores de comunidades ribeirinhas e quilombolas de Oriximiná, Terra Santa e Faro.

A MRN informou ainda que 85% de sua força de trabalho é formada por profissionais paraenses. A participação de moradores de comunidades ribeirinhas e quilombolas chegou a 8,5% do quadro, enquanto as mulheres representam 13% dos empregados e 16,7% dos cargos de liderança.

Os resultados de 2025 também estão relacionados à preparação para um novo ciclo de produção. O Projeto Novas Minas recebeu a Licença de Instalação em abril de 2026 e, segundo a empresa, permitirá a continuidade das operações até 2044, com produção média anual estimada em 12,5 milhões de toneladas de bauxita certificada pelos critérios da Aluminium Stewardship Initiative (ASI).

O processo de licenciamento envolveu 46 reuniões de engajamento com 43 comunidades ao longo de 2025, além do cumprimento das diretrizes de Consulta Livre, Prévia e Informada junto aos territórios quilombolas de Alto Trombetas II e Boa Vista.

O Relatório de Sustentabilidade 2025 segue as normas internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e reúne indicadores econômicos, ambientais e sociais da empresa. Entre os números apresentados estão ainda R$ 1,7 bilhão em valor econômico distribuído, 99,8% dos resíduos industriais destinados a reuso, reciclagem ou coprocessamento, 2,3 toneladas de sementes nativas adquiridas de comunidades locais e 45.703 quelônios devolvidos à natureza.

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