Rede estadual oferece mamografias, biópsias e tratamento oncológico; carretas da saúde realizaram mais de 9,2 mil exames desde abril de 2025
O Pará registrou 1.328 casos de câncer de mama em 2025 e 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Do total, 949 casos foram registrados no ano passado e 379 em 2026. Os números reforçam o alerta para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, temas centrais da campanha Outubro Rosa, realizada neste mês em todo o país.
Para ampliar o acesso aos serviços de saúde, a rede estadual oferece exames de mamografia, consultas especializadas, biópsias e tratamento oncológico. Entre abril de 2025 e outubro de 2026, as ações itinerantes com carretas da saúde possibilitaram a realização de mais de 9.261 mamografias em diferentes regiões do Pará.
Durante o Outubro Rosa, a Sespa prevê a abertura oficial da campanha em formato on-line, voltada aos municípios, além de palestras de conscientização em instituições e empresas, conforme solicitação. A secretaria também pretende incentivar, em parceria com as gestões municipais, a busca ativa de mulheres com sinais suspeitos da doença e daquelas que nunca fizeram mamografia ou estão há mais de dois anos sem realizar o exame, apesar de estarem na faixa etária indicada para o rastreamento.
A coordenadora de Oncologia da Sespa, Patricia Martins, destaca que a identificação precoce da doença pode ampliar as possibilidades de tratamento. Ela orienta que as mulheres conheçam os serviços disponíveis, mantenham os exames em dia conforme as recomendações de saúde e procurem atendimento ao perceber alterações suspeitas nas mamas.
Rede de atendimento
Atualmente, o Pará conta com 108 mamógrafos em funcionamento no Sistema Único de Saúde (SUS), distribuídos pela rede de atendimento para exames de rastreamento e investigação diagnóstica.
Quando há suspeita de câncer de mama, o atendimento pode avançar para consultas com mastologistas e realização de biópsias. Segundo a Sespa, o estado dispõe de 18 serviços ambulatoriais de média complexidade, sob gestão estadual, que oferecem esses procedimentos, incluindo análise histopatológica para auxiliar na confirmação do diagnóstico.
Após a confirmação da doença, a paciente pode ser encaminhada para tratamento oncológico, que inclui cirurgia, quimioterapia e radioterapia, conforme a indicação médica e a estrutura do serviço de referência.
A rede de alta complexidade relacionada pela secretaria inclui unidades em Belém, Castanhal, Santarém, Marabá e Tucuruí. Entre elas estão o Hospital Ophir Loyola (HOL), o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) e o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém.
O secretário adjunto de Políticas de Saúde do Estado, Ivison Carvalho, ressalta que a integração entre os serviços é fundamental para garantir que as pacientes tenham acesso às diferentes etapas da assistência, desde a investigação dos primeiros sinais até o tratamento especializado.
Como acessar o tratamento
O encaminhamento para o tratamento oncológico ocorre por meio do sistema de regulação. Quando o diagnóstico é confirmado em um serviço estadual, a própria unidade deve cadastrar a paciente no sistema e orientá-la sobre os próximos passos para o atendimento especializado.
Se a confirmação ocorrer e a paciente retornar ao município de residência, a Secretaria Municipal de Saúde deve fazer o cadastro no sistema de regulação, acompanhar a solicitação e informar a data da consulta e os documentos necessários após o agendamento.
A Sespa também disponibiliza um protocolo de acesso à assistência oncológica para orientar os serviços de saúde e os municípios sobre os procedimentos de encaminhamento.
Homens também podem desenvolver a doença
Embora o câncer de mama seja muito mais frequente entre mulheres, os dados estaduais mostram que homens também são atingidos pela doença.
Em 2025, dos 949 casos registrados no Pará, 933 foram em mulheres e 16 em homens. Em 2026, dos 379 registros, 373 foram em mulheres e seis em homens.
A orientação da Sespa é procurar uma unidade de saúde ao perceber alterações suspeitas nas mamas. A equipe profissional deverá avaliar cada caso e indicar os exames necessários, considerando a idade, o histórico individual e a presença de sintomas.
A secretaria reforça que a atenção aos sinais suspeitos e o acesso oportuno aos serviços de saúde são fundamentais para o diagnóstico e o início do tratamento adequado.
