PF mira servidor federal em investigação sobre fraudes bancárias e lavagem de dinheiro no Pará

Operação Clones II cumpre mandados em Belém e Ananindeua e apura saques indevidos, obtenção irregular de créditos e ocultação de patrimônio. Cinco investigados são alvo de medidas judiciais.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15) a Operação Clones II, no Pará, para aprofundar a investigação de um suposto esquema de fraudes bancárias, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Entre as linhas de apuração está a possível participação de um servidor público federal e de pessoas ligadas a ele na obtenção de vantagens econômicas ilícitas.

A operação tem como alvos cinco investigados em Belém e Ananindeua. Por determinação da Justiça Federal, os policiais cumprem mandados de busca e apreensão, medidas de acesso a dados de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens e afastamento cautelar de função pública.

A investigação começou após a identificação de um saque indevido de valores pertencentes a uma correntista falecida, realizado mediante o uso de documentação falsa. No decorrer das apurações, surgiram indícios de obtenção irregular de créditos bancários e de movimentações financeiras que teriam beneficiado os investigados.

A Polícia Federal busca esclarecer a dimensão das possíveis fraudes, identificar a participação de cada suspeito e verificar se informações bancárias privilegiadas foram utilizadas para viabilizar as operações.

Outro eixo da investigação envolve a suspeita de ocultação e dissimulação de patrimônio. Os investigadores apuram se recursos e bens teriam sido registrados ou movimentados por meio de terceiros, inclusive em aquisições supostamente incompatíveis com a renda formal dos envolvidos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e os resultados da apuração, pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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