Santarém define calendário da vacina BCG e alerta para baixo estoque

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) divulgou o calendário de vacinação com a BCG para o mês de abril de 2026, adotando um sistema de rodízio nas Unidades Básicas de Saúde da zona urbana, em Santarém, no oeste do Pará. A medida busca garantir o acesso da população ao imunizante, mesmo diante da quantidade reduzida de doses disponíveis.

De acordo com a Secretaria, a vacinação será realizada de segunda a sexta-feira, respeitando o horário de funcionamento de cada unidade, com dias específicos definidos para diferentes bairros. Às segundas-feiras, o atendimento ocorre nas UBS Floresta, Mapiri, Esperança e Mararu. Já às terças, a imunização será ofertada nas unidades do Jutaí, Livramento e Matinha.

Nas quartas-feiras, a vacina estará disponível nas UBS Aeroporto Velho, Fátima, Aparecida e Santo André. Às quintas, o serviço será direcionado às unidades da Salvação, Conquista, Santarenzinho e Santana. Por fim, às sextas-feiras, a aplicação acontece nas UBS Maracanã, Vitória Régia e Maicá. Para moradores das regiões de rios e do planalto, a orientação é seguir a programação específica das unidades de referência.

A secretária adjunta de saúde, Irlaine Figueira, explicou que a estratégia foi necessária para otimizar o uso das doses disponíveis. Segundo ela, o número limitado de vacinas impede a distribuição simultânea em todas as unidades, tornando o cronograma uma alternativa para garantir atendimento organizado em diferentes áreas da cidade.

A BCG é essencial na prevenção das formas mais graves da tuberculose, como a meningite tuberculosa e a forma disseminada da doença, especialmente em crianças. A recomendação do Ministério da Saúde é que a aplicação seja feita preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida, ainda na maternidade. No entanto, crianças de até 5 anos que não receberam a dose também devem ser imunizadas.

A Semsa reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental para a proteção infantil e prevenção de doenças evitáveis. Em caso de dúvidas, pais e responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima, levando o documento da criança para avaliação e orientação dos profissionais.

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