Registro do comparecimento às urnas será cruzado automaticamente com os dados do instituto; votar não é obrigatório para manter aposentadoria, pensão ou benefício
Quem comparecer às urnas nas eleições de 2026 poderá ter o registro da votação aproveitado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como uma das formas de comprovação de vida. A informação foi confirmada pelo Ministério da Previdência Social e faz parte do sistema de cruzamento automático de dados utilizado para verificar se aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais continuam aptos a receber os pagamentos.
A medida não é nova. A utilização do registro de votação como evidência de vida está prevista desde 2022 e já foi aplicada nas eleições municipais de 2024. Na prática, os dados sobre o comparecimento eleitoral são repassados ao sistema utilizado pelo governo e podem ser considerados pelo INSS na comprovação automática, sem que o beneficiário precise realizar um procedimento específico apenas por esse motivo.
Atualmente, a prova de vida alcança cerca de 40 milhões de beneficiários ativos do INSS. O procedimento tem como objetivo confirmar que o titular do benefício está vivo e evitar pagamentos indevidos.
É importante destacar que não é necessário votar para continuar recebendo aposentadoria, pensão ou benefício assistencial. O comparecimento às urnas é apenas uma das diversas informações que podem ser utilizadas pelo INSS na busca automática por registros que comprovem que o beneficiário está vivo.
O instituto cruza informações de diferentes bases de dados. Entre os registros que podem ser utilizados estão acessos ao aplicativo ou site Meu INSS com conta de nível ouro, operações de empréstimo consignado realizadas com reconhecimento biométrico, atualização do Cadastro Único e recebimento do benefício com identificação biométrica.
Nas eleições de 2026, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Onde houver necessidade de segundo turno, a nova votação ocorrerá em 25 de outubro. Os registros de comparecimento poderão ser incorporados posteriormente às bases consultadas pelo INSS.
A falta de um registro de votação, portanto, não significa automaticamente a suspensão do benefício. O sistema continua buscando informações em outras bases para localizar sinais de vida do segurado.
Quando não consegue confirmar a situação do beneficiário de forma automática, o INSS pode comunicar o segurado para que faça a regularização. Eventuais pendências podem ser acompanhadas pelo Meu INSS ou pelo telefone 135.
Assim, para quem recebe benefício do INSS, o voto nas eleições de 2026 poderá ajudar na comprovação de vida, mas não votar não implica, por si só, perda ou suspensão do benefício.

