A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) realiza, até 30 de junho, o Inquérito Soroepidemiológico para Peste Suína Clássica (PSC) nas regiões Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. A ação é conduzida no âmbito do Plano Estratégico Brasil Livre de PSC do Ministério da Agricultura em parceria com Estado do Pará, e pretende verificar a situação sanitária da suinocultura nas regiões avaliadas.
A atividade consiste na visita de equipes técnicas da Adepará em propriedades rurais com criações de suínos, onde são realizadas avaliações clínicas dos animais e coleta de amostras de sangue para análise laboratorial.
Um dos principais objetivos do inquérito é avaliar a situação sanitária do Estado do Pará em relação à PSC, verificando se há circulação do vírus nas regiões que participam do procedimento. A atividade é fundamental para proteger a suinocultura paraense, evitar prejuízos econômicos e sanitários, além de fortalecer as ações de vigilância em todo o Estado.
“Esse trabalho é essencial porque permite acompanhar de forma mais precisa a situação sanitária da suinocultura no Pará e fortalecer as ações de prevenção, vigilância e controle da Peste Suína Clássica. Além de contribuir para a proteção dos produtores e da produção suína no Estado, o inquérito também representa um passo importante para o avanço do reconhecimento sanitário dessas regiões como áreas livres da doença, fortalecendo ainda mais o setor agropecuário paraense”, destacou a gerente do Programa Estadual de Sanidade Suídea, Elaine Queiroz.
Peste Suína Clássica (PSC) – A Peste Suína Clássica é uma doença viral altamente contagiosa que afeta suínos domésticos e asselvajados, podendo causar febre alta, manchas na pele, apatia e elevada mortalidade, principalmente em animais jovens. Embora não represente risco à saúde humana, a doença provoca grandes impactos econômicos à suinocultura, afetando a produção, o comércio e a movimentação de animais e produtos de origem suína. Por isso, a PSC é uma doença de notificação obrigatória, e suas ações de controle envolvem medidas sanitárias rigorosas, como vigilância epidemiológica, controle de trânsito animal, saneamento de focos e vacinação em áreas específicas autorizadas pelo programa sanitário oficial.
Atualmente, o Brasil possui áreas classificadas como livres e não livres de PSC, conforme a regionalização sanitária estabelecida no Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica do Ministério da Agricultura. Na região Norte, juntamente com o Estado do Maranhão, concentram-se as áreas classificadas como zona não livre da doença, onde vêm sendo intensificadas ações estratégicas para geração de evidências sanitárias que possibilitem a evolução do status sanitário dessas regiões.
Fonte: Agência Pará

