“Onde andei valeu a pena” disputa a principal premiação brasileira de obras científicas com relatos de expedições e 25 anos do programa de resgate e reintrodução ambiental
O conhecimento produzido ao longo de mais de quatro décadas de expedições pela Amazônia recebeu um importante reconhecimento nacional. O livro “Onde andei valeu a pena” está entre os semifinalistas da terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), no eixo Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. A publicação reúne relatos de campo, registros botânicos e memórias do naturalista João Batista Fernandes, que dedicou a vida ao estudo da flora amazônica e participou da identificação de cerca de 100 espécies para a ciência, sendo 18 delas registradas na Floresta Nacional Saracá-Taquera, no oeste do Pará.
Organizada pelo pesquisador e mestre em Engenharia Florestal Laercio da Silveira Soares Barbeiro, a obra também documenta os 25 anos do Programa de Resgate, Salvamento, Multiplicação e Reintrodução da Flora da Mineração Rio do Norte (MRN), iniciativa voltada à conservação de espécies vegetais em áreas de mineração. O programa realiza o resgate de plantas antes das intervenções, promove sua propagação em viveiros especializados e conduz a reintrodução das espécies nas áreas em processo de restauração ecológica, preservando a biodiversidade amazônica.
Para o gerente-geral de Licenciamento e Controles Ambientais da MRN, Marco Fernandez, a indicação ao prêmio reconhece uma trajetória dedicada à produção de conhecimento científico sobre a Amazônia. “A trajetória do João Batista é uma forma única e apaixonada de fazer ciência, colocando o conhecimento a serviço da sustentabilidade. A indicação ao Jabuti Acadêmico amplia a visibilidade de um patrimônio científico construído ao longo de décadas e valoriza a pesquisa sobre a biodiversidade amazônica para a ciência e a conservação ambiental”.
Uma vida dedicada à floresta
Ao longo de sua carreira, João Batista Fernandes percorreu mais de 50 municípios distribuídos em 12 estados brasileiros, realizando levantamentos florísticos em áreas de floresta, unidades de conservação e regiões de difícil acesso. Seu trabalho contribuiu para a identificação de mais de 100 espécies inéditas para a ciência, consolidando um dos mais importantes acervos de conhecimento sobre a flora amazônica. Para o pesquisador, o livro traduz uma relação construída ao longo de décadas com a floresta amazônica. “Quando decidi me lançar na Amazônia, queria conhecê-la de verdade, pisando no chão da floresta e observando as plantas no ambiente onde elas vivem”.
Conheça o livro “Por onde andei”neste link.

