Enquanto a região amazônica enfrenta o calor intenso do verão, a outra parte do Brasil convive com as baixas temperaturas do inverno. As mudanças de hábitos ao longo do ano podem influenciar diretamente na saúde íntima feminina e os cuidados são distintos em cada estação.
Embora as medidas preventivas com a saúde ginecológica deva ser mantida durante todo o ano, alguns hábitos no verão e no inverno podem aumentar o risco de infecções. Segundo a ginecologista Dra. Milena Duarte, as altas temperaturas do calor amazônico e o frio, no centro e sul do país, exigem atenção a fatores distintos que podem comprometer o equilíbrio da região íntima.
“No verão, as altas temperaturas e a umidade favorecem a proliferação de fungos e bactérias, aumentando o risco de infecções como candidíase e vaginites. Com os banhos de praias e piscinas, o uso prolongado de biquínis molhados, roupas apertadas e o aumento da transpiração também podem provocar irritações na região feminina”, explica a especialista. “Além disso, o ambiente mais quente e úmido cria condições favoráveis para o desenvolvimento desses microrganismos”, alerta a médica e professora da Afya Marabá.
Para reduzir esses riscos, a ginecologista orienta trocar o biquíni molhado e não permanecer por muito tempo com o traje, secar bem a região após o banho e priorizar roupas leves, arejadas e que favoreçam a ventilação da pele.
No inverno, o risco está menos relacionado às altas temperaturas e mais aos hábitos comuns da estação seca. “O frio, por si só, não causa problemas, mas o uso prolongado de roupas mais fechadas e justas, ou permanecer com peças úmidas, pode criar um ambiente menos ventilado e aumentar o risco de candidíase e irritações vulvovaginais”, alerta. A médica Milena Duarte acrescenta que tecidos sintéticos e muito apertados dificultam a ventilação da região íntima e podem causar desequilíbrio da flora vaginal.
A hidratação é um fator importante sob as baixas temperaturas. “Muitas mulheres acabam bebendo menos água no inverno, o que pode contribuir para o ressecamento das mucosas e aumentar a predisposição às infecções urinárias”, explica. Manter a ingestão adequada de líquidos, portanto, é um cuidado essencial em qualquer época do ano.
Sobre a higiene íntima, a professora ginecologista reforça que os cuidados devem ser constantes. “A higiene pode ser feita apenas na parte externa, com água e sabonete neutro. É importante evitar duchas vaginais e produtos perfumados, além de manter seca a região após o banho e trocar as roupas íntimas diariamente”, orienta.
Ela também lembra que a frequência das consultas ginecológicas não muda conforme a estação. “Os exames preventivos e o acompanhamento médico devem seguir as recomendações individualizadas para cada mulher, independentemente do verão ou do inverno”, afirma.
Para a professora médica da Afya Marabá, pequenas atitudes fazem toda a diferença no bem-estar feminino. O inverno é um convite para redobrarmos os cuidados com o corpo e a saúde íntima. Já o verão exige atenção especial à umidade e ao calor. Em qualquer estação, hábitos saudáveis e consultas regulares são fundamentais para preservar a saúde feminina.

