Minha Casa, Minha Vida pode ter novas faixas e financiamentos maiores

O acesso à casa própria pode ficar mais amplo no Brasil. O Conselho Curador do FGTS analisa nesta terça-feira (24) uma proposta do governo federal que prevê mudanças importantes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, incluindo aumento nos limites de renda das famílias e nos valores máximos dos imóveis financiados.

A proposta apresentada ao Conselho Curador do FGTS prevê a atualização das faixas de renda para acompanhar a realidade econômica atual. Caso seja aprovada, a Faixa 1 passará a atender famílias com renda de até R$ 3.200, ampliando o alcance para a população de menor renda. Já a Faixa 2 poderá subir para R$ 5 mil, enquanto a Faixa 3 deve chegar a R$ 9.600. A chamada Faixa 4, voltada à classe média, também deve ter ampliação, passando de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais.

Além disso, o governo propõe elevar os limites de financiamento imobiliário, o que pode facilitar a compra de imóveis de maior valor. Na Faixa 3, o teto deve passar de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 o valor pode chegar a R$ 600 mil, ampliando as possibilidades de crédito habitacional.

As mudanças ainda dependem da aprovação do colegiado para entrar em vigor, mas já sinalizam uma tentativa de fortalecer o programa e ampliar o acesso à moradia. Relançado na atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida segue como uma das principais políticas públicas voltadas à habitação no país desde sua criação, em 2009.

Na mesma reunião, o Conselho também deve discutir outras medidas, como a retomada do FGTS-Saúde e a ampliação de investimentos em mobilidade urbana por meio de programas federais.

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