Imunização durante a gestação ajuda a prevenir doenças e pode transferir anticorpos para o bebê ainda antes do nascimento
A vacinação durante a gravidez é uma das principais estratégias para proteger a mãe e o bebê contra doenças que podem causar complicações durante a gestação e nos primeiros meses de vida. O tema ganha ainda mais relevância em agosto, mês do Agosto Dourado, campanha de conscientização e incentivo ao aleitamento materno, e às vésperas do Dia da Gestante, celebrado em 15 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já ultrapassou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês e crianças pequenas.
Além de proteger a mulher, algumas vacinas aplicadas durante a gestação permitem que anticorpos sejam transferidos pela placenta para o bebê. Essa proteção é especialmente importante nos primeiros meses de vida, período em que a criança ainda está desenvolvendo sua própria resposta imunológica e não completou todos os esquemas de vacinação.
A ginecologista e obstetra Dra. Breila Barbosa, franqueada da Saúde Livre Vacinas, explica que a imunização deve fazer parte do acompanhamento pré-natal desde o início da gravidez. Segundo ela, algumas infecções podem apresentar maior gravidade durante a gestação, enquanto determinadas vacinas ajudam a antecipar a proteção do bebê.
“A gestante precisa estar protegida porque algumas infecções podem ser mais graves durante a gravidez. Além disso, determinadas vacinas ajudam a levar anticorpos para o bebê pela placenta, oferecendo uma proteção importante justamente em uma fase em que ele ainda é muito pequeno”, explica.
Por isso, a caderneta de vacinação deve ser avaliada durante o pré-natal. A indicação dos imunizantes pode variar conforme a idade gestacional, o histórico de vacinação e as condições de saúde de cada mulher.
Entre as vacinas recomendadas para gestantes está a que protege contra o VSR, vírus responsável por grande parte dos casos de bronquiolite e por infecções respiratórias que podem ser graves em bebês. A imunização durante a gravidez permite a passagem de anticorpos maternos para o feto e contribui para reduzir o risco de formas graves da doença nos primeiros meses após o nascimento.
“É uma proteção que começa antes mesmo do nascimento. A vacinação da mãe permite a passagem de anticorpos pela placenta e ajuda a reduzir o risco de o bebê desenvolver formas graves de doenças causadas pelo VSR”, afirma a médica.
Outro imunizante importante é a dTpa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche. A vacinação durante a gestação é uma estratégia para proteger o recém-nascido por meio da transferência de anticorpos maternos, especialmente contra a coqueluche, que pode ser grave nos primeiros meses de vida.
“A coqueluche é uma das principais preocupações nos primeiros meses de vida, quando o bebê ainda não completou seu próprio esquema vacinal. Por isso, a vacinação da gestante é uma estratégia importante para antecipar essa proteção”, destaca Dra. Breila.
A vacina contra a hepatite B também deve ser avaliada durante o pré-natal. O histórico vacinal da gestante precisa ser conferido para verificar a necessidade de iniciar ou completar o esquema. A imunização protege a própria mulher e contribui para reduzir o risco de transmissão da doença para o bebê.
A influenza é outro imunizante recomendado. A gripe pode provocar complicações mais preocupantes durante a gestação, e a vacinação ajuda a reduzir esse risco. Os anticorpos produzidos pela mãe também podem contribuir para a proteção do bebê.
“A gestação provoca mudanças no organismo da mulher e pode aumentar a vulnerabilidade a algumas infecções respiratórias. Por isso, vacinar-se contra a gripe é uma forma simples e importante de reduzir esse risco para a mãe e ainda contribuir para a proteção do bebê”, afirma a obstetra.
A vacinação contra a Covid-19 também integra os cuidados de imunização durante a gestação, ajudando a prevenir formas graves da doença e suas complicações. De acordo com a especialista, manter a vacinação atualizada é uma forma de reduzir os riscos para a mãe e contribuir para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida.
“Durante a gravidez, algumas infecções podem trazer riscos maiores para a mãe e o bebê. Manter a vacinação contra a Covid-19 em dia é uma forma de reduzir as chances de casos graves e ainda contribuir para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida”, explica.
A orientação é que a gestante não tome decisões sobre vacinação por conta própria. A caderneta deve ser apresentada durante as consultas de pré-natal para que o profissional de saúde avalie quais imunizantes são indicados para cada fase da gestação e de acordo com o histórico individual.
Fundada em 2012, em Lucas do Rio Verde (MT), pelo cardiologista Dr. Fábio Argenta e pela dentista Dra. Rosane Argenta, a Saúde Livre Vacinas é uma rede especializada em imunização. As clínicas oferecem vacinas destinadas a diferentes faixas etárias, incluindo bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos, além de imunização ocupacional.

