Levantamento do Datafolha publicado pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que a diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu em relação à pesquisa anterior. No cenário de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 43%.
No levantamento anterior, realizado em dezembro, o petista tinha 51% contra 36% do senador. Já em julho de 2025, os números indicavam 48% para Lula e 37% para Flávio Bolsonaro.
Na pesquisa mais recente, 10% dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votar.
O instituto ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento também simulou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula e possíveis adversários. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Lula teria 45% das intenções de voto, enquanto o governador aparece com 42%. Em dezembro, o presidente registrava 47% contra 42% do paulista.
Em uma eventual disputa contra o governador do Paraná, Ratinho Júnior, Lula aparece com 45%, enquanto o adversário soma 41%. Já diante do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o presidente teria 46% contra 36%.
Outro cenário testado pelo instituto coloca Lula contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Nesse caso, o presidente registra 46% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 34%.
A pesquisa também avaliou cenários sem Lula na disputa. Em uma eventual disputa entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 43% contra 41% do petista. Já em um confronto entre Haddad e Ratinho Júnior, ambos registram 40% das intenções de voto, configurando empate dentro da margem de erro.
Os números indicam que, embora Lula ainda apareça à frente nos cenários simulados, a disputa pela Presidência em 2026 tende a ser mais competitiva do que nas medições anteriores.

