Racha no governo: Briga em prefeitura de São Félix do Xingu tem xingamento de ‘bandido’ e ‘enterro’ de partido


Áudio vazado expõe baixaria entre vice-prefeita e procurador municipal. Crise escancara falta de decoro e omissão na gestão do prefeito Fabrício Batista no sul do Pará.

A prefeitura de São Félix do Xingu, no sul do Pará, virou palco de uma crise política que escancara a falta de decoro e o descontrole no primeiro escalão do município. Um racha na base do prefeito Fabrício Batista (Podemos) veio a público após o vazamento de áudios com ofensas pesadas entre a vice-prefeita, Cacilda Levino, e o procurador-geral do município, Weberte Gama.

Para piorar o desgaste da gestão, o procurador ainda gravou um vídeo encenando o “enterro” de um partido político, revoltando os moradores.

A lavagem de roupa suja começou após a divulgação de uma gravação atribuída à vice-prefeita. No áudio, Cacilda Levino chama o procurador do município de “bandido” e avisa que vai bloqueá-lo no celular. “De bandido eu tô fora, inclusive de você”, diz a vice-prefeita no trecho vazado. O ataque verbal expõe que a disputa pelo poder local atropelou qualquer tentativa de diálogo institucional ou respeito mútuo entre as autoridades da cidade.

Do outro lado da briga, o procurador Weberte Gama também usou sua posição pública para alimentar o caos. Ele participou de uma encenação para debochar dos adversários políticos locais, simulando o “enterro” do Partido Liberal (PL). A provocação gerou revolta em São Félix do Xingu, um município de eleitorado massivamente conservador, onde Flávio Bolsonaro obteve mais de 72% dos votos no segundo turno, contra apenas 23% de Lula.

Enquanto seus principais aliados trocam insultos públicos e usam cargos de confiança para fazer deboche partidário, o prefeito Fabrício Batista assiste ao desgaste de sua administração em silêncio. A postura omissa do chefe do Executivo diante do comportamento de sua equipe aumenta a indignação da população, que vê a estrutura da prefeitura ser usada como arena de disputas pessoais e infantis.

Até o momento, os cargos públicos em São Félix do Xingu têm servido mais para alimentar discussões de internet do que para atender às necessidades do município.

O QP tentou contato com o prefeito Fabrício Batista, com a vice-prefeita Cacilda Levino e com o procurador Weberte Gama para que explicassem a conduta e o racha no governo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O espaço segue aberto para os devidos esclarecimentos das pessoas citadas na matéria.

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