Casal é autuado por homicídio, permaneceu calado em depoimento; bebê morreu por asfixia entre 21h e 1h da madrugada

As informações preliminares produzidas pelo Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), as quais o Portal OESTADONET teve acesso, apontam asfixia alimentar como a possível causa da morte de um bebê de apenas dois meses ocorrida nesta quarta-feira (23), em Santarém, no oeste do Pará. Foi encontrado vestígio de líquido no esôfago do menino. O laudo conclusivo deve sair em dez dias. A investigação da Polícia Civil aponta também que o recém-nascido pode ter morrido entre 21h00 de terça-feira (22) e 01h00 de quarta. 

Fabrício, pai do bebê, foi preso e já transferido para a penitenciária agrícola em Cucurunã

É o que informa o Portal OESTADONET. Segundo o site, o laudo preliminar não confirma hematomas no corpo da criança. O sangue encontrado no corpo do bebê não é do recém-nascido e sim da mãe, que apresenta vários cortes pelo corpo.

OESTADONET diz ainda que Fabrício dos Santos Cunha e Paula Emanuele Medeiros, pais da criança, foram presos e transferidos para o Centro de Recuperação Agrícola ‘Silvio Hall de Moura’, na comunidade de Curucunã. O casal foi indiciado pelo delegado Gilberto Aguiar por homicídio por dolo eventual, no inquérito que apura a morte do bebê. Por questões sanitárias, o casal ficará em separado dos outros detentos.

Segundo o Portal OESTADONET apurou, o delegado Gilberto Aguiar, antes de interrogar o casal, esteve no local onde o corpo do bebê foi encontrado, em uma residência no bairro Vitória Régia, na grande área da Nova República. O delegado ouviu vizinhos do casal e familiares. Cinco pessoas foram arroladas como testemunhas no inquérito.

A polícia ouviu o dono do bar, onde Fabrício e Emanuelle estavam bebendo e o homem disse que o casal chegou por volta das 21 horas e saiu quase 01 da manhã de quarta-feira. O bar fica a cerca de 50 metros da casa dos pais do bebê. Foi com base nessa informação que o delegado presume o possível horário da morte da criança.

De posse dessas informações, o delegado retornou para a delegacia para interrogar o casal, mas durante todo o interrogatório Fabrício e Emanuele, orientados pelos advogados de defesa, permaneceram calados. 

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